Entendendo a instalação de programas Linux


 

Uma outra coisa que confunde todo mundo (tá, só as pessoas que resolvem se aventurar pelo fantástico mundo Linux) é a instalação de programas. No começo eu também achava muito incomodo porque no Windows a coisa vem bem mastigada, a gente sabe que vai ficar lá em Arquivos de Programas, mas a gente só sabe isso porque fomos treinados (ou condicionados) a isso. No Linux pode variar um pouco, mas existem alguns lugares onde podemos procurar os programas instalados. De uma maneira geral os programas ficam em /usr/local, mas se você usar a máquina apenas para você nada impede de colocar no seu diretório home.

Mas de onde vem os programas do Linux? Bem, temos 3 formas de conseguir programas para Linux:

  1. A partir do código fonte – como a maior parte dos programas Linux são open-source significa que você pode tentar você mesmo compilar o programa para o seu ambiente, isso é especialmente válido quando você uma arquitetura de processador menos comum, como é o caso do Playstation3 (que agora só quem não atualizou o sistema pode continuar instalando o Linux, como eu por exemplo) que é baseado no PowerPC. Geralmente usamos o utilitário make para compilar o programa e se tudo der certo, podemos usar “make install” como root, a maior parte dos programas tem um target install e muitas tem até um uninstall. Se você não entendeu metade desse item não se desespere! É por isso que surgiram as outras duas formas!
  2. Pacotes RPM – criados pela RedHat, são arquivos com uma estrutura definida de código já compilado e com uma descrição de tudo que fornece no pacote e de tudo que precisa para ser instalado. Mais do que isso permite ser instalado e removido de forma mais simples, e atualmente temos aplicações gráficas nos principais ambientes para gerenciar. As distribuições que usam RPM são Fedora, OpenSuSE e RedHat claro.
  3. Pacotes Deb – semelhante ao RPM, os arquivos Deb também tem uma estrutura definida e apresentam o código já compilado, mas foram criados pela distribuição Debian e também são usados pela Ubuntu.

O inconveniente de depender de pacotes é que precisamos achar o pacote compilado para a versão de Linux que temos instalada, se um pacote RPM ou Deb só estiver disponível para 32 bits pode ser que não funcione no sistema 64 bits, é claro que existem exceções, mas pior do que isso é quando você está usando um PowerPC e o pacote só está disponível para x86 (arquitetura Intel.)

Uma outra coisa importante a aprender para sobreviver a isso tudo é sacar como os pacotes mostram as informações de arquitetura já no nome do arquivo. Geralmente temos:

  • x86_64 para indicar Intel 64 bits
  • AMD64 para AMD 64 bits
  • x86, i386, i486, i586, i686 para Intel/AMD 32 bits
  • ppc para PowerPC 32 bits
  • ppc64 para Power 64 bits
  • noarch para código que funciona tanto em 32 quanto em 64 bits Intel/AMD

Aí vem a dúvida, mas como assim vem no nome do arquivo? Então aqui temos alguns exemplos de nomes de pacote:

  • epson-inkjet-printer-stylus-s21-series-1.0.0-1lsb3.2.i486.rpm
  • epson-inkjet-printer-stylus-s21-series_1.0.0-1lsb3.2_i386.deb
  • epson-inkjet-printer-stylus-s21-series-1.0.0-1lsb3.2.x86_64.rpm
  • epson-inkjet-printer-stylus-s21-series_1.0.0-1lsb3.2_amd64.deb

Antes que alguém diga, “Ah, mas isso é muito difícil e complicado,” não! Não é! Só que estamos acostumados a fazer do jeito do Windows e por isso parece diferente. Basta ver que a Apple com os Mac é uma das empresas mais bem sucedidas na informática, porém toda a instalação de software é diferente do que vemos no Windows e no Linux, mas é super simples (eu só não sei usar…)

Leave a Reply