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	<title>Comments on: Java é o novo COBOL?</title>
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	<description>&#34;Qualquer tecnologia suficientemente avançada é indistinguível da mágica&#34; - Arthur C. Clarke</description>
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		<title>By: Pedro Burglin</title>
		<link>http://www.paulomotta.pro.br/2010/06/11/java-e-o-novo-cobol/comment-page-1/#comment-8870</link>
		<dc:creator>Pedro Burglin</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Jun 2010 15:24:27 +0000</pubDate>
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		<description>Oi Paulo,

Legal você comentar sobre o nosso bate-papo. Só queria notar que no blog MPBurglin (http://mpburglin.blogspot.com) eu e a patroa falamos mais sobre viagens nos EUA, enquanto que no ThoughtsForBeans (http://thoughtsforbeans.blogspot.com/) eu comento mais sobre  tecnologia, desenvolvimento de software e afins.

Agora, comentando sobre os seus comentários:

&quot;...especula-se que o Java como linguagem esteja em seu momento de  declínio&quot; -&gt; ao invés de declínio eu acredito ser mais &quot;estagnação&quot;. Claro, estão incluindo novas funcionalidades sintáticas (closures, strings em blocos  condicionais switch etc), mas essas modernizações vão gerar mais problemas do que ajudar. Os palestrantes do NFJS  (http://www.nofluffjuststuff.com/) parecem concordar que seria interessante que a linguagem Java fosse mantida como mínimo denominador comum entre outras linguagens mais dinâmicas, e priorizar compatibilidade com diferentes versões da JVM.

&quot;declínio, por ser mais difícil que as outras linguagens&quot; -&gt; eu não concordo que Java seja mais difícil que outras linguagens. Você já tentou programar algo em Clojure?? Entretanto, comparativamente a linguagem Java é, muitas  vezes, desnecessáriamente mais verboso, o que tende a afetar a  produtividade no desenvolvimento e manutenção de sistemas de forma  significativa.

A comparação entre Java e COBOL faz sentido já que hoje em dia Java não é mais &quot;bleeding edge&quot; - tecnologia de ponta - como era anos atrás. Ao  contrário, acabou virando uma commodity. Temos hoje uma legiao de  programadores Java no mundo todo, o que torna mais difícil para bons  programadores se destacar. No início, muitas dessas &quot;mentes brilhantes&quot; - pessoas influentes na direção para onde a tecnologia que usamos caminha -  focaram muito em frameworks, plugins e outros mecanismos (Spring,  Struts, Hibernate, JSF e tantos mais) para se destacar, aumentar  produtividade ou apenas vender mais livros. Isso funcionou bem, mas após  algum tempo até esses mecanismos foram comoditizados, e agora muitas  dessas pessoas estão desenvolvendo novas linguagens (Clojure, Ruby,  Groovy etc) e plataformas de desenvolvimento (Ruby on Rails, Grails etc). É,  não dá muito certo ter 999 livros de Struts na Amazon...

Embora esse fenômeno segmente e dilua de certa forma as &quot;mentes brilhantes&quot;, eu  vejo isso com bons olhos porque é difícil - senão impossível - criar uma  linguagem genérica que sejá ótima para tudo. Logo, faz muito sentido  arquiteturas que usem várias linguagens diferentes em partes diferentes do sistema. Por exemplo, podemos criar a infraestrutura básica em Java  (integração, persistência, regras de negócios etc), apenas a camada de apresentação em Ruby / RoR e processos internos pontuais que requeiram alta paralelização em Erlang ou Clojure. O que falta, muitas vezes na minha  humilde opinião, são arquitetos e times de desenvolvimento dispostos a aprender coisas novas ao invés de usar sempre o velho martelo Java para resolver qualquer problema que apareça.

Um grande abraço e até a próxima,
Pedro Burglin</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Oi Paulo,</p>
<p>Legal você comentar sobre o nosso bate-papo. Só queria notar que no blog MPBurglin (<a href="http://mpburglin.blogspot.com" rel="nofollow">http://mpburglin.blogspot.com</a>) eu e a patroa falamos mais sobre viagens nos EUA, enquanto que no ThoughtsForBeans (<a href="http://thoughtsforbeans.blogspot.com/" rel="nofollow">http://thoughtsforbeans.blogspot.com/</a>) eu comento mais sobre  tecnologia, desenvolvimento de software e afins.</p>
<p>Agora, comentando sobre os seus comentários:</p>
<p>&#8220;&#8230;especula-se que o Java como linguagem esteja em seu momento de  declínio&#8221; -&gt; ao invés de declínio eu acredito ser mais &#8220;estagnação&#8221;. Claro, estão incluindo novas funcionalidades sintáticas (closures, strings em blocos  condicionais switch etc), mas essas modernizações vão gerar mais problemas do que ajudar. Os palestrantes do NFJS  (<a href="http://www.nofluffjuststuff.com/" rel="nofollow">http://www.nofluffjuststuff.com/</a>) parecem concordar que seria interessante que a linguagem Java fosse mantida como mínimo denominador comum entre outras linguagens mais dinâmicas, e priorizar compatibilidade com diferentes versões da JVM.</p>
<p>&#8220;declínio, por ser mais difícil que as outras linguagens&#8221; -&gt; eu não concordo que Java seja mais difícil que outras linguagens. Você já tentou programar algo em Clojure?? Entretanto, comparativamente a linguagem Java é, muitas  vezes, desnecessáriamente mais verboso, o que tende a afetar a  produtividade no desenvolvimento e manutenção de sistemas de forma  significativa.</p>
<p>A comparação entre Java e COBOL faz sentido já que hoje em dia Java não é mais &#8220;bleeding edge&#8221; &#8211; tecnologia de ponta &#8211; como era anos atrás. Ao  contrário, acabou virando uma commodity. Temos hoje uma legiao de  programadores Java no mundo todo, o que torna mais difícil para bons  programadores se destacar. No início, muitas dessas &#8220;mentes brilhantes&#8221; &#8211; pessoas influentes na direção para onde a tecnologia que usamos caminha &#8211;  focaram muito em frameworks, plugins e outros mecanismos (Spring,  Struts, Hibernate, JSF e tantos mais) para se destacar, aumentar  produtividade ou apenas vender mais livros. Isso funcionou bem, mas após  algum tempo até esses mecanismos foram comoditizados, e agora muitas  dessas pessoas estão desenvolvendo novas linguagens (Clojure, Ruby,  Groovy etc) e plataformas de desenvolvimento (Ruby on Rails, Grails etc). É,  não dá muito certo ter 999 livros de Struts na Amazon&#8230;</p>
<p>Embora esse fenômeno segmente e dilua de certa forma as &#8220;mentes brilhantes&#8221;, eu  vejo isso com bons olhos porque é difícil &#8211; senão impossível &#8211; criar uma  linguagem genérica que sejá ótima para tudo. Logo, faz muito sentido  arquiteturas que usem várias linguagens diferentes em partes diferentes do sistema. Por exemplo, podemos criar a infraestrutura básica em Java  (integração, persistência, regras de negócios etc), apenas a camada de apresentação em Ruby / RoR e processos internos pontuais que requeiram alta paralelização em Erlang ou Clojure. O que falta, muitas vezes na minha  humilde opinião, são arquitetos e times de desenvolvimento dispostos a aprender coisas novas ao invés de usar sempre o velho martelo Java para resolver qualquer problema que apareça.</p>
<p>Um grande abraço e até a próxima,<br />
Pedro Burglin</p>
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