Um novo (cyber)mundo


 

Cientistas têm trabalhado com o intuito de reabilitar pessoas, de permitir que maior acessibilidade as pessoas e consequentemente maior qualidade de vida. Com o avanço da bioinformática e da bioengenharia novas interfaces podem ser criadas permitindo a comunicação do corpo com partes biônicas. Mas com isso temos que nos preocupar também com os impactos que isso tudo terá em nosso cotidiado, isso é um dos tópicos que será discutido na conferência de Tecnologia e Sociedade em Wollongong. Inclusive a Austrália tem se destacado como pioneira nesse tipo de pesquisa, com Implantes Coclear entre outras pesquisas.

Acredito que num futuro próximo poderemos ter uma sociedade mais integrável, o que não quer dizer que estará mais integrada. Parece coisa de filme, mas quem garante que isso não vai gerar novos tipos de preconceito e exclusão social? Além disso esses tipos de tratamento são muito caros. Uma das coisas mais promissoras é a reabilitação de pessoas que não podem andar, acho que isso seria muito bom para a sociedade como um todo, porque permite a inclusão através da independência, é claro que a pessoa passa a depender de algum tipo de máquina, mas não de outros, ela tem o controle da máquina.

É exatamente por causa desses impactos desconhecidos que precisamos de conferências como esta, porque a sociedade acadêmica precisa dar pequenos passos só que são vários cientistas dando seus pequenos passos para contribuir com inovações maiores, no fim, nenhum deles podia prever de forma isolada os impactos daquelas inovações. Mesmo que fosse possível prever, a pessoa que está fazendo uma pesquisa acredita no bom uso daquele trabalho e cabe a outro cientista nortear os efeitos e bom uso da tecnologia nova. Assim somos todos complementares, e por fim, dependentes uns dos outros.

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