Eu disse banco de dados
Esse período eu resolvi fazer uma experiência (que até agora está se mostrando válida, vamos ver os resultados na entrega dos trabalhos) de mudar o foco no ensino de programação Java e Web para usar JPA e TopLink como solução de persistência. Até o período passado o que eu fazia era usar o tradicional JDBC da Sun e por conta disso colocava os alunos para implementar DAOs manualmente (ok dava uma forcinha aqui para eles) e permitia usar Access ou MySQL. Como na faculdade as máquinas estão usando Windows e você não precisa ter o Access instalado para poder criar uma fonte de dados ODBC isso acabava sendo uma alternativa confortável.
Eu preparei um tutorial de JPA, e como eu uso Linux não tinha muita alternativa, mostrei como fazer usando o MySQL. Na minha ingenuidade eu acreditei que em sala de aula com o Access também funcionaria. Me enganei miseravelmente
Acontece que o Access, embora tenha o recurso de auto-numeração para uma coluna de id, não consegue expor isso para o JPA (aliás como não consegue expor várias coisas via SQL,) o resultado foi que tivemos que colocar um MySQL rodando em uma máquina e permitir acesso a ela via rede, aí tudo funcionou. A parte boa é que agora os alunos terão que usar um banco de dados mesmo, não dá mais para se apoiar no Access.
No tutorial eu não expliquei como instalar e configurar o MySQL porque tem muito material na internet, mas depois de muitas reclamações dos alunos estou preparando um material sobre como fazer isso para agilizar o processo.
Para o próximo período vou definitivamente continuar usando essa abordagem porque como fica mais alto nível podemos discutir detalhes mais importantes, o problema é que não dá para cobrir o JDBC todo e isso pode ter alguns efeitos ruins, mas como hoje se fala muito em frameworks de persistência, acho que é melhor ensinar a usar um, e aí pontualmente, eles podem estudar o uso de JDBC quando (e se) for necessário.


Bom tutorial professor esse “Me enganei miseravelmente” foi otimo ,rsrrsrsrs